Nouvelle Vague

Love is a Bitch

Se você ficou deprimido ontem porque não tem namorado(a), se você foi ver Blue Valentine e ainda tá no clima de desgosto ou, se como eu, você só gosta de um filme deprimente meu Top 5 Anti-Dia dos Namorados

1- Revolutionary Road – porque não importa se 10 anos atrás você era o Rei do Mundo, agora a vida, os filhos e o subúrbio passaram por cima da sua ideia de que era especial e aquela menina linda e brilhante que você casou vai sofrer e muito. Rancor, ódio, aborto, Paris, Kate Winslet no melhor papel da vida dela… Um dos meus filmes favoritos.

2- Blue Valentine –Quem com um pingo de humanidade vende esse filme pra casais apaixonados? Sabe aquele momento em que você sapateia na rua e ri de qualquer coisa e faz sexo em qualquer lugar? é… vai embora, mas você não quer que ele vá né? E aí o que ia doer dói mais ainda. E Michelle Williams linda, linda, linda.

3 – Noites de Cabíria – Um dia seu grande amor vai vir, te dar tudo que você merece e te tirar da prostituição certo? A cena final desse filme parte meu coração pra sempre.

4 – Brilho eterno de uma mente sem lembranças Kate Winslet é a musa do amargurados. Porque é o clássico filme do dia dos namorados e com toda a fantasia um dos filmes mais reais em que pessoas se machucam muito mais do que se amaram.

5 – Amor em Fuga – Truffaut era uma pessoa fofinha e as pessoas na Nouvelle Vague eram blasé e civilizadas, então ninguém vai atirar coisas em ninguém, bater no chefe de ninguém, nem nada do que acontece nos filmes acima. Mas justamente por isso é tão triste…

Hors Concours – Cenas de um Casamento – Se você quer sofrer pouco alugue (ou baixe)  o filme, se quiser sofrer muito vá na série em 6 episódios. 6 episódios de separa/não separa dependência emocional, sadismo afetivo e masoquismo amoroso. Em sueco.

Então sinta-se melhor por não ter alguém, abraça a Adele e o brigadeiro e vai lá sofrer.

 

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Ondas suaves

Isobel Campbell era parte do Belle and Sebastian, na verdade, é dela aquela voz feminina linda que aparece nos primeiros cds e também tocava cello. Ela também estudou cinema em Glasgow e dirigia todos os clipes do B&S que eram lindos (procurem no youtube, eu tenho o “For fans only” o dvd mais lindo da história do universo).  Ao mesmo tempo ela tinha o The Gentle Waves, que lembra o Belle and Sebastian, mas tem um pouco mais de blues e é um pouco mais singelo.

Enfim, em 2002 ela saiu do B&S, um pouco depois o The Gentle Waves acabou e lançou alguns cds solo lindos (eu tenho os dois Amorino e Ballad of the Broken Seas, baixem!). Enfim, depois dessa tietagem toda (já disse que ela dirige, canta, toca violoncelo e ainda é linda? pois é!) o clipe meio Nouvelle Vague (amor!!) de Falling from Grace

Chinese Children

Sexta e eu to aqui me perguntando por que, por que, por queeeeee Muse não vai fazer um show separado do U2? Se você vai no show ou não tem esse tipo de questionamento metafísico pra fazer, coisas legais da internet, haha:

Giz de cera em forma de biscoitos da sorte! No blog da Nylon

As verdades sobre gostar de escrever (a primeira é recorrente por aqui), no Just Wrapped

Como criar a tábua de queijos perfeita! No A Cup of Jo

Vídeo lindo do backstage da campanha nova da Lancôme, Les French Coquettes, no blog da Lancôme

Colaboração incrível da Nike com a Liberty of London (quero esse da foto agora!), no Refinery 29

12 momentos de Catherine Deneuve no cinema (os Guarda-Chuvas de Chebourg é um dos meus filmes favoritos da vida), no The Cut

 

Une parisienne

Segunda é sempre dia do post preguiça… essa coisa de pegar o ritmo da semana, ainda mais quando eu tenho um milhão de coisas pra ler/fazer e nenhum horário fixo (“trabalhar” em casa e no seu horário requer mais disciplina do que eu tenho, confesso).

Mas a Clémence Poésy que não é exatamente bonita, mas é tão linda ao mesmo tempo, e tão francesa com esse cabelo desarrumado e quase nada de maquiagem é meu “quero ser assim quando eu crescer” do momento:

(é claro que nesse editorial ela tá mais produzida e uma coisa meio Brigitte Bardot meets Anna Karina, o que não torna nada menos lindo, lógico)

As sapatilhas Repetto, o cabelo, o vestido cor de rosa, é tão Brigitte Bardot! (eu, uma pessoa que usa sapatilhas 8 dias em 10 morro com Repettos)

Essa foto tem alguma coisa meio 60’s, meio Mod, meio Jane Birkin em Blow Up! (Blow Up, um dos melhores figurinos da história do cinema) e uma bolsa Hérmes com preço sob consulta (adoro preço sob consulta, é tipo tão ridiculamente caro que até a revista tem vergonha de colocar)

Nota mental: misturar saias rodadas e camisetas soltinhas

(acho que eu quero meu cabelo assim)

Referência mandou um oi!

Uma das coisas que eu gosto na moda é quando ela faz isso, lê as referências, mostra que tem repertório, que viu os filmes, leu os livros que se entende como parte dessa cultura pop que é sempre parte de um zeitgeist.

E claro que eu também adoro atrizes francesas.

Clémence Poésy para Marie Claire americana, não sei de que mês, fotografada por Tesh.

Enfants Terribles

Eu sou chata. Tão chata que auto-censurei um post desagradável por aqui, comentei irônica e semi-revoltadamente as indicações do oscar e discorri sobre pseudo politizados engraçadinhos no twitter, tudo isso só hoje.

Acontece que ontem eu e meu nerdismo habitual passamos a noite vendo o Slavoj Žižek falando na Globo News e ele é tão terrivelmente chato e cheio de tiques que eu achei genial. Chato do tipo um homem que acha que a Noviça Rebelde devia ser queimado em público! (confissão do dia: eu sei de cor a letra de “16 going on 17”). Mas ele ganha a vida sendo chato, algo que eu poderia muito bem fazer, mas não vem ao caso. O caso é: quando você deixa de ser apenas um chato para se tornar Enfant Terrible?

Porque é isso que o Žižek (eu estou dando ctrl+c, ctrl+v no nome dele a partir da página da wikipedia)é, ou dizem que ele é. Por exemplo, eu passei toda a faculdade achando Adorno um chato, mas segundo parte dos meus professores ele era um Enfant Terrible, mesma coisa com Godard, quer dizer, eu não acho ele nada chato, mas tem quem ache.

A partir desses exemplos toda teoria que eu consigo traçar é: você é um chato, publica um livro com uma linha de raciocínio razoavelmente bem construída (ou faz qualquer coisa igualmente relevante) e se torna um Enfant Terrible. Mas no fundo eu sei que é um pouco mais… talvez seja a coragem de dizer o que todo mundo quer falar, mas não diz, ou essa atitude meio rebelde, meio desencanada, meio blasé com cara “de eu sou um gênio, eu sei”

Talvez por essa combinação de fatores e minha eterna atração por tudo que eu gosto de chamar de nonchalant eu fico achando que o maior reconhecimento das minhas ambições artístico/intelectuais vai ser um dia ser chamada de Enfant Terrible. Suspeito que isso requeira um desapego e uma ousadia maior do que as que eu tenho, mas gosto de pensar que tudo que preciso é praticar a minha chatice.

 

Coletânea

Pausa no Fashion Rio que tá sem graça pra falar do que eu vi de legal pela internet, yey! (curtinho, porque eu ainda to voltando devagar pra vida social e internética)

Fotos incríveis de Nova York depois da nevasca. São do Hither and Thither, mas eu vi no A Cup of Jo

Espécie de nó no cabelo que eu quero tentar assim que meu cabelo crescer! Do Fashionising, mas eu também vi no A Cup of Jo

Retrospectiva linda da carreira da Anna Karina no Style.com

Vanessa Paradis cantando Week-end à Rome com o Nouvelle Vague!! No blog da Lancôme

Anna Karinna

O dia está feio, eu tenho um monte de textos sobre Ciências da Religião pra ler e até queria postar sobre a maquiagem das vilãs da disney da M.A.C, mas a luz da minha sala queimou e a de fora não está colaborando. Então, pra melhorar a vida vai ser Anna Karina day por aqui. Fotos de “Uma mulher é uma mulher” e se você nunca viu Godard vá ver esse filme agora!

(a gente tem que honrar o nome do blog de vez em qando né)

Observação pertinente: quase todos os filmes coloridos dele tem os figurinos dela em azul, vermelho e branco. É uma descontrução da imagem da Marianne, a representação feminina de república francesa e a crítica do Godard ao nacionalismo francês. (Crítica porque as personagens da Anna Karina nunca são, digamos assim, respeitáveis)