figurino

Little Manhattan

Outro dia eu vi Little Manhattan na tv, já queria ver há um tempo e aproveitei que passou de tarde em um dia tranquilo o filme é tão, mas tão bonitinho que até enjoa, haha, e o figurino da Rosemary é uma graça, apesar dela só ter 11 anos.

Acho que é o único momento do filme que ela aparece em cores frias. Sei que parece muito “combinadinho” ou 11 anos, mas cardigan e camiseta em diferentes tonalidades da mesma cor pode ficar legal (e monocromático tá na moda)

Rosa forte com amarelo ficou tão lindo! A Rosemary está o filme todo em rosa forte, amarelo e laranja e até eu, que não sou de cores fortes, acho lindo.

Calça jeans, camiseta branca, a jaqueta rosa e bolsa amarela. Muito, muito simples, mas fica diferente por causa das cores.

Calça branca e camisa/bata rosa forte, bem fresco, bem charmoso e “quero sair assim verão que vem” (mas de jeans ou short, não pratico calça branca)

Close na camisa, essa gola com a camiseta aparecendo por baixo fica bem legal (e sexy se você tiver mais de 11 anos, haha)

Eu queria mais fotos, ela tem uma infinidade de roupas bonitinhas, mas não encontrei… De qualquer forma ainda volto pra falar do filme.

Uma Educação

“Educação” é um dos meus filmes preferidos na vida. Porque tem roteiro do Nick Hornby, porque a Carey Mulligan é uma graça, porque o figurino é todo 60’s e muito amor e, principalmente, porque eu me identifico com a Jenny. Camus, Nouvelle Vague, música francesa e obsessão com Paris além da ideia de uma vida cheia de livros e estudo mesmo que seja “hard and boring”. Gosto tanto que sexta passada fiquei em casa só pra assistir na tv.

Mas parou o oversharing e vamos ao figurino:

Não gosto de onça, mas o trench coat e as luvinhas ❤

A torre eiffel e esse óculos, esses óculos, onde eu consigo um igual? (eu sei onde, na ótica do shopping aqui perto, mas são Tom Ford e eu não posso arcar,haha)

Em Paris com vestido de quadro impressionista

Reparem na semelhança entre o vestido dela e o sofá, haha. Eu adoro adamascado (esse tipo de textura) não importa o quanto me digam que parece sofá. E vestido de noite com cardigã é, pra mim, combinação mais interessante do que com echarpe/pashmina (e eu nem mencionei o cabelo e o batom vermelho)

É meu vestido preferido do filme, tenho vontade de mandar a costureira fazer um igual, até porque esse modelo evasé com cintura marcada muito me favorece. E adoro como o vestido branco com detalhe vermelho é síntese de tudo que acontece no filme a partir dessa cena, esse é o tipo de direção de arte que merece meu amor.

Além das roupas mais glamourosas eu gosto muito do estilo “de verdade” da Jenny, incluindo o uniforme dela, um pouco tomboy 🙂

Acho bem adaptável essa coisa meio preppy, tipo a camisa com o sueter por cima ou a saia lápis,principalmente misturada com algumas peças mais modernas ou “rebeldes”.

Adoro mocassin e acho lindo com saia.

Só pra dizer duas coisas: essas bolsas lembram a PS1 da Proenza Schouler e eu obviamente quero uma igual.

Enfim, já que a terça foi modorrenta, mas a quarta promete ser pior Carey Mulligan sendo adorável por aqui.


“Studying is hard and boring. Teaching is hard and boring. So, what you’re telling me is to be bored, and then bored, and finally bored again, but this time for the rest of my life? This whole stupid country is bored! There’s no life in it, or color, or fun! It’s probably just as well the Russians are going to drop a nuclear bomb on us any day now. So my choice is to do something hard and boring, or to marry my… Jew, and go to Paris and Rome and listen to jazz, and read, and eat good food in nice restaurants, and have fun! It’s not enough to educate us anymore Ms. Walters. You’ve got to tell us why you’re doing it.”

 

O meio e a mensagem

Ontem uma amiga me ligou só para avisar que meu orientador tava no Saia Justa (ele aparece por aí de vez em quando, acho engraçado) e acabou em uma discussão de porque a escolha de roupa de uma pessoa pública não é simplesmente uma escolha particular, mas um componente da imagem veiculada dessa pessoa, que justamente por ser pública agrega em si mesma valores e mensagens.

Aí que hoje, pondo meu google reader em dia, eu passei por esse post do Petite Beauté em que a Stephanie (a dona do blog) discorre sobre um editorial de moda que de uma certa forma reflete sobre alguma coisa, que cria imagens que passam mensagens. O próprio post dela parte de um no De Chanel na Laje que eu fui ler para entender do que a Stephanie estava falando e enquanto estava lá cliquei em um outro post sobre aquele drama da colaboração da MAC com a Rodarte (aqui tem a história bem resumidinha) que me lembrou que na época eu não consegui chegar a uma conclusão do que eu achava, apesar de ter pensado bastante no assunto.

Enfim,o que eu vou falar aqui nada tem a  ver com a MAC, mas com a Rodarte. A Laura e a Kate Mulleavy contam histórias, em cada desfile e em cada imagem da Rodarte. Elas poderiam fazer isso escrevendo romances, ou fazendo filmes, mas elas fazem isso com roupas. Veja bem, eu não estou aqui dizendo que moda é arte (eu acho que não é, respeito quem acha que é), o que estou dizendo é que a moda tem a possibilidade de criar imagens narrativas, moda é comunicação.

Até porque, nem todo cinema é arte. Inclusive, “filme de arte” é um termo com o qual eu tenho um milhão de ressalvas, prefiro falar em filme de autor e vou dar um exemplo de porque: “A Origem” não é arte, é um bom filme, mas não é arte, por outro lado é um filme de autor. Isso porque o Cristopher Nolan faz um filme coerente com as escolhas estéticas e narrativas que ele já vinha apresentando, é um filme com características e opções próprias dele, uma obra que reflete as opções do seu autor além de refletir sutil e lindamente sobre os limites da criação, da linguagem e do cinema em si. Mas não é arte, porque todas essas escolhas estéticas estão subjugadas a uma liberdade que o Nolan só conquistou provando ser vendável, não é um filme feito exclusivamente para se ganhar dinheiro, mas é um filme feito com o dinheiro sempre no horizonte. Mas comunica, faz refletir, muda alguma coisa.

Pra mim é a mesma coisa com a moda. Não é arte porque está subjugada a um mercado, mas a imagem composta pela moda pode narrar alguma coisa, diversas coisas, pode inclusive nos fazer refletir, como é o caso do editorial que a Stephanie comenta ou daquela coleção do Ronaldo Fraga sobre o rio São Francisco. Moda é imagem e imagem é linguagem, o maior exemplo disso é o uso do figurino em filmes: por exemplo a Anna Karinna nos filmes do Godard está sempre de branco, azul e vermelho cores da bandeira francesa o que explicita uma posição política do diretor em relação a França, ou quando um figurino é construído para dar dimensão e realidade ao personagem denotando o meio em que ele circula, as músicas que ele ouve e contribuindo para nossa absorção da personalidade inventada. Vou dar um exemplo bobo, em Gossip Girl a Blair é sempre chique, impecável, sem um fio fora do lugar o que nos dá a impressão de personalidade controladora que ela tem, enquanto a Serena tem uma coisa mais Boho, desencanada, de alguém com dificuldade pra tomar as coisas a sério.

Isso tudo só para dizer que eu não acho que moda é arte, mas também acho que cinema não é em diversos momentos, mas é imagem e toda imagem comunica e eu gostaria muito de ver o mundo usando o poder de comunicação dessas imagens com mais frequência.

PS: Isso é um blog, sendo um blog nada aqui é mais do que minha opinião. Eu gosto de moda, não posso dizer que entendo, o que eu entendo um pouco é de cinema e de comunicação, eu me formei nisso, eu estudo isso. De qualquer maneira, isso não é um trabalho acadêmico, não é impecável, não teve pesquisa e você tem todo direito de discordar comigo.

Somewhere – A Obsessão

Eu sei que soa um pouco errado querer o figurino de uma personagem que tem 11 anos, mas a Cleo é uma miniatura de Sofia Copolla! Tudo é tão lindo, clássico, simples, despretensioso…

Vestido fofo, fresco e lindo por si só em Vichy

Estampa com cores delicadas e bonitas e mais nada.

Listras, azul e branco e mais delicadeza

Jeans com a barra dobrada para dar charme, camiseta listrada e cinto de couro.

Eu sei que não tenho 11 anos, mas tenho tido muita vontade de roupas de verão assim: delicadas, frescas, simples, com cara de quem está mais preocupada em aproveitar o sol lá fora.

As fotos vieram do site do filme , que é uma espécie de diário visual da Sofia e uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida.

Resolução

Vamos começar com “É assim que eu quero me vestir a partir de agora:” (clima de ano novo, aquela coisa toda)

“Letra e Música” é mais um dos filmes bobinhos e simpáticos com figurinos ótimos que fazem o telecine touch valer a pena, haha. Além de tudo, é com a Drew Barrymore a única pessoa que é carismática suficiente pra fazer as personagens dela funcionarem.

Meio tomboy, meio 70’s, é um jeans com camiseta com graça.

Adoro que ela mistura a echarpe fininha com os colares delicados e fica lindo. A personagem dela é uma básica com pegada meio Boho e muitas sobreposições legais.

Ela usa muitas jaquetas e echarpes, duas das coisas que eu mais gosto no mundo.

Mais echarpe e militar com floral, que eu gosto porque mistura mensagens opostas.

Mesmo look, mais de perto

Vestido fluído com bota em tom de marrom também fica meio hippie chic.

Uma das coisas que eu mais gosto em looks que vejo por aí, mas que nunca consegui fazer bem são camadas e echarpes. Fica meio boho, meio 70’s e bem descolado, eu gosto. Por isso minha resolução de ano novo é me vestir exatamente assim!

Filme de Férias de Verão

Eu sei que esse blog chama Marc Jacobs com Godard e não Marc Jacobs com filme tonto, mas eu vou declarar aqui todo meu apego a filmes de menininha e minha pouca seletividade no setor,  desde Cinderella em Paris até Patricinhas (em minha defesa, é uma adaptação de Emma!) passando por essa pérola do “é tão ruim que é bom” que é Quatro Amigas e Um Jeans Viajante, haha.

Eu confesso que só parei pra assistir esse filme porque é com a Alexis Bledel e Gilmore Girls é minha série preferida na vida, mas tem um pseudo drama legal e Santorini e blá, blá, blá virou um filme cativo de noites com brigadeiro. E aqui que, na última delas, a gente decidiu assistir a parte dois! (é, você nem sabia que isso existia…). Outro sério candidato ao prêmio “é tão ruim que é genial”, mas dessa vez com um ótimo figurinista! yey!

(E é óbvio que é disso que eu vou falar, ou alguém achou que eu ia discorrer sobre as qualidades artísticas do filme?)

Rory Gilmore Lena Kaligaris com o jeans brega mágico e uma camiseta básica fofa (eu amo essas camisetas simples com rendinhas, é boa pra usar por baixo de outras coisas)

Eu achei um pouco demais, mas amei a cor do cabelo dela, os brincos, o colar e essa echarpe brilhante (mas não tudo junto eu acho…)

Aliás, alguém além de mim assistia Joan of Arcadia? (eu acho a Amber Tamblin linda e ela vai estas em 127 horas)

Uma das coisas que eu mais gosto é como as personagens tem um figurino coerente, a Lena sempre usa tons pasteis (no fim do filme ele passa por um momento piriguete de vermelho, mas enfim) e vestidos bem femininos. Achei a estampa desse muito linda e morri com o óculos cor de rosa.

Lenço no cabelo + rabo = Cabelo bonito de verão

Duas coisas que eu quero: as sandálias da Lena e ir para a praia toda Boho que nem a Tibby

obs: isso é o tipo de coisa que a Blake Lively fazia antes da fama (e essa versão pobre do cabelo da Serena?)

De novo, eu acho o vestido da Blake Lively um pouco nada a ver com a personagem, mas é bonito mesmo assim (mas como de hábito eu gosto mais da roupa da Lena)

Por nada,só para dizer que eu gosto tanto da cor do cabelo dela que quase me dá vontade de ficar ruiva também (e o batom também é ótimo)

Azul, branco e bonito.

Quando eu vi no filme eu achei que essa blusa era um vestido, aí eu gostaria, como blusa não gosto muito. (mas gosto do lenço no cabelo)

A Tibby (Amber Tamblin) e a Lena (Alexis Bledel) tem as roupas mais interessantes,a Bridget (Blake Lively) é muito menina da praia pro meu gosto e a Carmen (America Ferrera) é muito sem graça. No fim o filme é bonitinho, mas o figurino é muito bem feito e pelo menos ele serve pra isso.

Bônus: a Lucy Hale (que faz a Aria em Pretty Little Liars) faz a irmã da Lena.

Anna Karinna

O dia está feio, eu tenho um monte de textos sobre Ciências da Religião pra ler e até queria postar sobre a maquiagem das vilãs da disney da M.A.C, mas a luz da minha sala queimou e a de fora não está colaborando. Então, pra melhorar a vida vai ser Anna Karina day por aqui. Fotos de “Uma mulher é uma mulher” e se você nunca viu Godard vá ver esse filme agora!

(a gente tem que honrar o nome do blog de vez em qando né)

Observação pertinente: quase todos os filmes coloridos dele tem os figurinos dela em azul, vermelho e branco. É uma descontrução da imagem da Marianne, a representação feminina de república francesa e a crítica do Godard ao nacionalismo francês. (Crítica porque as personagens da Anna Karina nunca são, digamos assim, respeitáveis)