chanel

Rain

Esses esmaltes da Eyeko são tão bonitinhos! haha. Comprei esse em na Drogaria Iguatemy (onde vende maquiagem da marca também, além de esmalte Revlon mais barato e esmalte da Orly) e na verdade fiquei muito tempo em dúvida entre ele e o Cosmic mas o azul-acinzentado do Rain acabou me ganhando.

Um dos motivos que eu escolhi ele é porque esse azul claro que é pálido, mas não é pastel e que tem um fundo bem cinza me pareceu diferente de tudo que eu já tenho e de fato o meu único outro azul claro, o da da Essie, é bem diferente. Outra coisa que gostei muito é que eu tenho mania de esmaltes de inverno e verão e esse pareceu versátil pro ano todo.

O único outro esmalte da Eyeko que eu já tinha usado é o Vampira que tem glitter e por isso é o inferno de passar, mas esse não, é bem fino e desliza bem, ao mesmo tempo que é bastante opaco, na primeira camada já dá uma boa cobertura, o que é raro pra um esmalte tão claro (e ótimo, porque evita a terceira camada). Também achei a duração boa, tinha feito a unha no sábado, essas fotos são da quinta e tem só algumas pontinhas tinham descascado.

A última coisa é que eu achei que ele tem um pouco a mesma vibe do Riva da Chanel ( aqui no Laquerized e aqui no Dia de Beauté). O Riva é mais azul e consequentemente mais verão e praia, o Rain é mais cinzento e mais inverno/cidade, mas acho semelhantes e ok que a Eyeko não é tão barata quanto Risqué e Colorama, mas sai por 25 na Sacks ou na Drogaria Iguatemy enquanto um esmalte Chanel sair por 22 dólares nos EUA, 23 euros na Europa e 96 reais aqui! Ou seja…

All is full of love

Muito amor pra semana de dois dias que terminou com Heidegger (que aliás, é tão complicado que até a angústia dele é difícil de entender) e filme dinamarquês (porque eu sou obcecada com nórdicos, fazer o que). Enfim, coisas legais da internet (inclui a Islândia!)

Living in: Coco Before Chanel! Eu ia falar que é um dos Living In mais lindos que eles já fizeram, mas eu falo isso toda vez. No Design*Sponge

Uma exposição da Rodarte que envolve figurinos de Cisne Negro, morri! (morri mais ainda porque é em Los Angeles, bleh). No site da Nylon

Um vídeo muito fofo do governo islandês te convencendo a visitar a Islândia (como se precisasse). No Don’t Touch my Moleskine*

Textinho bem humorado sobre essa eterna falta de orientação. No Já Matei por Menos

Fotos com cara de filme da década de 40, mas de pessoas de verdade! No A Cup of Jo

Exposição com cara de Tumblr, haha. Brincadeira, exposição linda e de uma delicadeza que mata. No blog da Lancôme

Reciclagem de uma escrivaninha que ficou linda assim, toda de bolinhas! (e é feito com uma toalha de mesa daquelas de plástico!) Também no Design*Sponge

E por fim, coque fofo de rolinhos, também no A Cup of Jo

*. Em agosto do ano que vem eu pretendo ir passar um frio amigável na Suécia por 6 meses e ir a Islândia é muito a primeira coisa que eu vou fazer (antes que fique frio demais até pra Björk). Aliás, a Islândia tem até um twitter oficial: @icelandinspired

Expresso do Oriente

Ontem a Chanel desfilou a coleção de pré-outono (sério? daqui a pouco vão ter 10 coleções diferentes ao ano) que foi inspirada no Império Bizantino, uma gente que gostava de muita cor, muito ouro e muito exagero. Aí que eu fui ver a coleção e ela é muito vida real! Quer dizer, tão vida real quanto um desfile da Chanel pode ser… e um pouco menos vida real que aquela coleção resort com as modelos descalças em Saint-Tropez (posso fazer em Búzios e achar que sou modelo da Chanel?), mas enfim, apesar de ser muito, muito lindo, quase tudo é meio que adaptável.

Sério… pega seu legging tipo American Aparel um blazer com botões dourados e faz um cabelo festivo, pronto.

Audrey Hepburn fez uma visita… (ou uma capa preta com broche da sua vó)

Uma das coisas que eu mais gosto do Karl Lagerfeld na Chanel é como ele moderniza coisas com fama de clássicas, se eu batesse o olho nessa menina na rua ia dizer que ela gosta de Smiths e olha que ela tá usando tweed, uma das coisas que pode ser mais chata da vida. Eu gosto disso porque por mais que hoje quase todo mundo associe a marca com clássicos a Coco Chanel era tudo menos clássica e muito pouco a favor da tradição.

Só porque eu achei fino (e sexy)

Eu amei esse vestido! Mas de novo, é uma ideia linda, mas bem simples.

Morri com essa cor. Nada mais a declarar.

Ok, esse não é vida real. Mas eu achei o mais bizantino de todos: veludo, ainda azul marinho, com dourado, bordados e esse colar. A princesa da Idade Média mandou dizer que morreu de inveja.

Eu quero agora! Esse vestido é tão chique e tão leve e despretensioso.

Morri com a cor e a modelagem meio anos 20.  Juro que se eu fosse o figurinista do Grande Gatsby encomendava um desse agora pra Carey Mulligan usar.

Skinny roxa e blazer luxo (minha mãe tem um blazer luxo, hehe…)

Mais um bem lindo e bem passarela… (a bolsa, a bolsa!)

Lurex e sandália baixa pra usar de dia ou  em noite de verão (tem uma cara meio Missoni né? mas enfim…)

“Sou tão fina que faço essa cara de desprezo pra você”

Achei que foi a escolha perfeita de modelo, porque a roupa é clássica, mas o cabelo e o rosto dela dão um ar meio rock.

Só porque eu achei esse vestido uma das coisas mais lindas que eu já vi e porque a modelo tá sorrindo (uau!)

Audrey Hepburn vai a balada.

Edie Sedgwick encomendou esse pra festa de fim de ano do além (se eu pudesse ter uma peça dessa coleção era essa, eu sou tão 60’s wannabe)

ok Lagerfeld, sua Bizâncio é muito mais linda que a original (e eu fiquei totalmente obcecada com dourado desde o último desfile da Rodarte)

Mas fácil de imitar mesmo é a maquiagem: sombra dourada, delineador enorme, batom nude-apagado e uma headband bonita (estou procurando uma desde já, se alguém achar…)

Ah sim, o que eu achei mais legal de tudo foi a matéria no site da Nylon sobre o desfile chamar Young Turks! (eu disse que é minha revista favorita)

Velocidade da Luz

Eu adoro fast-fasion. Prontofalei! (não que isso fosse segredo)

Veja bem, não que eu não deseje coisas Chanel, ou Dior ou Lanvin ou mesmo Marc Jacobs, mas raramente essas coisas são roupas, elas são normalmente bolsas e sapatos (exceto pela Lanvin, mas mesmo que eu tivesse dinheiro eu ia continuar sem o tapete vermelho). E provavelmente isso acontece porque eu enjôo das minhas roupas consideravelmente rápido, seja porque meu estilo em geral mudou, seja porque a moda mudou e isso me gerou novas vontades, seja porque eu fui vendo mais referências e comecei a descobrir coisas que eu não sabia que gostava. No fim das contas, a cada 6 meses pelo menos uma sacola grande da Zara sai do meu armário (o que é ótimo, porque obviamente tudo isso também entra) e não são só aquelas roupas que eu comprei e nunca usei, as vezes são roupas que eu gostei e usei muito, mas não gosto mais.

Pode ser que meu gosto seja volúvel, pode ser que eu inconscientemente siga demais as tendências, mas pode ser simplesmente que a gente, a vida e consequentemente o estilo, vão mudando. Sendo assim, eu me sentiria extremamente mal em pagar uma pequena fortuna por roupas que um ano depois eu vou achar bleh. Daí que entra esse apego todo ao fast-fashion: eu não ligo de me desfazer de uma peça da Zara ou da H&M se chegou a hora dela, ao mesmo tempo eu gosto demais da ironia da coisa.

Porque olha só: a Chanel desfila um negócio, aí todo mundo fica louco querendo, mas ele só vai ser posto a venda daqui a 6 meses e, de qualquer forma, a maior parte da população mundial não pode comprar mesmo. Então você vai na Zara/H&M/Topshop/Forever 21/ Insira aqui o fast-fashion de sua preferência um mês depois e tá lá! Igualzinho! Ou ao menos muito parecido, aí você  compra. Só que não foi só você, sua prima, tia, mãe, irmã, amiga, conhecida, desafeto, etc, etc também compraram e pelos próximos 6 meses você vai ver isso à exaustão. Acontece que quando o da Chanel finalmente chega as lojas todo mundo já tem e/ou enjoou e não quer mais! Isso é genial porque no fim, quem usa essas coisas super ricas são só as pessoas que não compram de verdade e, sendo assim, tem acesso a tudo antes de chegar as lojas (ooooi Alexa Chung!)

E depois dessa explicação digna de prêmio nobel de economia por ter explicado toda a crise das marcas de luxo, haha (quem disse que eu sou só uma reles comunicadora social? hein? hein?), eu me pergunto quão esquizofrênica é uma indústria que ao mesmo tempo que cria desejo por coisas que são um investimento muda de ideia a cada 6 meses.

E daí que eu redeclaro meu amor pelo fast-fashion, porque ele é absolutamente coerente! Ele muda de ideia a cada 6 meses, você não investiu em peças pra vida toda, não é nem porque elas não duram, mas porque você não vai querer ficar com elas por tanto tempo. Porque se você resolveu se divertir com moda (e eu acho que ela tem que ser absolutamente divertida) é melhor ser terrivelmente sincero com ela e não se iludir achando que ela quer alguma coisa a mais do que fazer você mudar totalmente de ideia  a cada estação. Porque vamos ser sinceros: você acha que aquele povo que pagou um carro em uma capa da Céline vai mesmo usar a mesma capa inverno que vem?

Eu opto por pagar caro nos meus jeans e nas minhas bolsas, razoável nos meus sapatos e barato nas minhas roupas.

(mas há exceções, eu nunca, NUNCA, me desfiz de uma peça da Farm, mas aí é outra história)

(e isso tudo surgiu porque hoje eu comprei um clog)

Paradoxal

Sim, sim, todo mundo já viu esse esmalte um milhão de vezes (eu vi aqui), mas quem liga? Eu acabei de trazer de viagem e tive que entrar na loja da Chanel no SoHo, no Macy’s e no Bloomingdale’s antes de encontrar na Saks (e a vendedora da Saks não tinha nem ideia que tava esgotado nos outros lugares, achei engraçado).

Eu adoro esmaltes e é uma coisa que pra mim meio que vale a pena pagar caro, por outro lado, eu não compraria na Chanel uma cor que eu não amo, tipo o Particulière (eu tenho aquele parecido da Big Universo, investimento quase zero). Não é o caso do Paradoxal (e do Nouvelle Vague e do Blue Satin, cores que eu total compraria também), porque eu até experimento e vario, mas o que eu gosto mesmo é de esmalte escuro. E o Paradoxal é um ótimo escuro de primavera, porque não é escuro demais e tem um tom lindo entre o roxo e o cinza, além dos brilhos rosados e fofos que aparecem no sol (mas só no sol também).

Eu até achei que não ia ficar bom nas minhas unhas curtas de “passei três semanas sem fazer”, mas eu adorei o efeito. De verdade, vai ser um dos meus esmaltes preferidos e valeu cada centavo.