Quem

Fui criada por lobos que me amamentaram com guache da aula de artes na escola construtivista. Desenhei em paredes, pintei telas, toquei piano, aprendi a dançar na ponta e dirigi os coleguinhas em infinitas peças encenadas na sala de casa. Por não conseguir escolher uma arte, escolhi o cinema.

Uso batom vermelho as 8 da manhã, pedalo de salto alto nas ciclovias de higienópolis , possuo mais opções de glitter que uma drag queen e bebo mais que caminhoneiro. Asso biscoitos e arranco bebidas de mocinhos inocentes. Viajo, o tempo todo, para qualquer lugar. Fora daqui sou especialista em Bergman e entendo de teoria da arte, cinema, filosofia da religião, existencialismo e filosofia da morte. Aqui sou metafísica de boteco e entendo de cinema, lugares distantes e corações partidos.

Não tenho amor mais profundo e verdadeiro que por imagens projetadas a 24 quadros por segundo em uma tela. Acho que se existe alguma salvação nesse mundo ela é pela arte e pelo amor.

Vivo com armários abarrotados de sapatos, estantes onde não cabem mais meus livros, uma bicicleta e Cléo, a gata que pensa que é cachorro, e Gatsby, o misterioso poltergeist felino saído das sarjetas de Pinheiros direto para almofadas de plumas em Santa Cecília.

Meio russa, meio polaca, meio argentina, meio carioca. Falo inglês, francês, alemão e espanhol, leio círilico e hebraico. Aprendi a andar em Buenos Aires e a ler no meio do Neguev, já fui eleita rainha Esther e minha família fabrica presunto em Israel.

Escrevo obsessivamente, além disso, traduzo, reviso, ensino e pesquiso. Também danço ballet, discuto em mesas de bar e tomo mojitos as terças feiras.

Aos 26 anos ainda estou em processo de reintegração social, a educação por lobos, embora favoreça muito a criatividade, não é lá muito boa em gerar estabilidade emocional. Frequento psicanalistas, tomo remédios pra dormir e as vezes perco a cabeça. Esse blog é também sobre loucura e sanidade e ter a pele um pouco fina demais. Evito dar nome aos bois, acho melancolia mais poético que depressão.

Posso ser encontrada infernizando a vida do garçom do Exquisito, em cinemas de rua, ciclovias, baladas hispters e cemitérios pelo mundo. Na internet você me acha  no Posfácio, no Vórtex , na Outra Página, no twitter e no isadora.sinay@gmail.com Sinta-se a vontade para convidar, contratar, bater um papo, sugerir ou só me chamar pra uma cerveja.

 

 

3 comentários

  1. Descobri seu blog através da Letícia do Chá-tice e achei que você também era de outro Estado. Li uma porrada de textos seus (sim, porque são viciantes) e demorei pra chegar a ler a bio e descobrir que você é minha vizinha! Bora tomar uma no Exquisito?

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