Em casa

Home is where it hurts

Hoje eu pendurei quadros nas paredes. Parece uma coisa estúpida, pendurar quadros. Você compra uns posters pela vida, na Benedito Calixto, uma reprodução em um museu, leva em uma loja de molduras e depois pendura na parede. Fácil assim.

Exceto que eu levei um ano para fazer isso.

Ok, um pouco menos, mas faz um ano que eu moro nesse apartamento e só recentemente ele tem quadros nas paredes. E fotos. Só muito recentemente existem enfeites nas prateleiras e minha cadeira é amarela.

Pendurar quadros nas paredes de repente fez meu apartamento parecer habitado. De repente existe vida aqui, algum tipo de história, de repente meu gosto por arte e cinema está estampado nas minhas paredes. De repente, é minha casa.

Tem um gosto estranho tudo isso. Colocar quadros nas paredes. Ter uma casa mais ou menos bem decorada. Minha casa finalmente para de ter cara de todas as casas que eu morei em São Paulo e começa a ter a mesma sensação da casa onde eu cresci.

É como o primeiro dia que eu reparei que tinha “ingredientes” na minha geladeira. Não comida pronta, congelada, o que seja. Coisas para serem transformadas em comida. Como o primeiro dia que eu fui a feira.

É engraçado perceber que, tirando minha natural propensão pra desorganização, eu sou uma dona de casa hipster relativamente boa. Eu pendurei quadros e tenho biscoitos no forno.

Mas só deixo me chamarem de adulta no dia que eu comprar um cinzeiro.  

The colors and the kids

Porque é domingo, tenho Cenas de um Casamento como companhia pra hoje a noite e um texto de metodologia pra amanhã, coisas felizes e coloridas.

Na verdade, é uma série de estantes com os livros arrumados por cor, nada prático quando você tem muitos livros e precisa encontrar algum, mas fica tão lindo!

Alguns são mais obsessivos, alguns menos, mas livros, cores, essas coisas lindas.

 

(fotos tiradas do Design*Sponge)