And all that could have been

Há muito tempo eu postei um trecho sobre coisas que poderiam ser, mas não são. Eu chamei de “A uma passante”.

“A une passante” é meu poema preferido em As Flores do Mal. A moça que passa e por um minuto faz a cidade ficar quieta. Suspende o tempo. E então em menos de um segundo tudo volta, todo o barulho, todo o movimento, tudo mudando, tudo, todos os temas do Baudelaire. Tudo que podia ser e não foi.

Nós somos tudo que podia ser e não foi. No papel nós devíamos ter sido. No papel nós temos os mesmos gostos, o mesmo temperamento, o mesmo buraco, a mesma dor. No papel eu faço você se sentir tranquilo e você faz eu me sentir segura.

But please you know you’re just like me
Next time I promise we’ll be perfect

Mas nós nunca fomos. Nós desencontramos. Eu vou, você fica. Eu venho, você não vem atrás. Você vem, eu já fui. Eu quero, você se apaixona. Você quer, eu não posso.

De repente eu percebo que tudo que eu achei que doí por você talvez eu só tenha doído por tudo que achei que nós poderíamos ser. E nunca fomos.

Hoje eu fiz uma última tentativa de ser doce e mesmo quando nós não somos respeitar o que poderíamos ser. Mas talvez eu deva deixar isso ir. As vezes as coisas simplesmente não são e a gente acaba começando a ser com quem nunca pensou que seria.

I know you tried to rescue me
didn’t let anyone get in
left with a trace of all that was
And all that could have been

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