Grace

Hoje (ontem porque esse post é programado), eu vi o filme sobre o Jeff Buckley (antes de todo mundo porque a Mostra é linda!) e tem muitas, muitas coisas que eu gostei no filme. Mas eu sorri sozinha quando afinal, depois de uma hora e meia de filme ele beija aquela menina.

Porque você espera que isso aconteça o tempo todo. Em mil cenas antes daquela. Porque você chega a concluir que não faz diferença, que eles não precisam disso, que a conexão ali foi feita sem isso. Mas aí, no fim, quando você já desistiu, eles se beijam.

É engraçado porque eu não sou tão romântica que devia me deixar levar por essa cena. Inclusive, por mais que o filme insinue o contrário, na minha cabeça aquele beijo também foi o último. Mas tem algo tão intenso e doce, tão íntimo nos atores, que me ganhou.

Recentemente eu sai com alguém que demorou uma noite, horas, conversas sem fim antes de me beijar. Parece estúpido talvez, mas foi um bom jeito de criar desejo e espera em algo que era banal.

Talvez seja isso. Talvez seja um milhão de filmes em que os personagens ficam juntos e parece óbvio. Parece banal. Não parece que eles esperaram um dia por aquilo. Ali pareceu. Ali pareceu que eles esperaram uma vida.

Eu sinto falta desse gosto. Das coisas que vem depois de muita espera.

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