Pequena narrativa de aleatoriedade porteña em partes

Vivem me dizendo que eu exagero, que eu faço drama, que veja bem, não é assim, não é que minha vida seja um desastre tão grande. Não, não é! As vezes inclusive as coisas inesperadas e bizarras que acontecem são ótimas, mas é aleatoriedade demais para uma pessoa só, meu deus, o que comprovarei agora com uma pequena narrativa do feriado em Buenos Aires.

Parte I – o aeroporto

Sexta 6:35 da manhã, eu acordo (for the record: acordar essa hora é o equivalente de ser enfiada num aparelho de tortura medieval segundo meu organismo) na casa da minha mãe onde fui na véspera deixar a gata, ponho uma roupa, chego na rodoviária 7:35, 8 horas entro no ônibus, 9:20 estou no aeroporto, meu voo sai 11:55, tudo bem, tudo lindo. Não estou há 10 minutos na fila do check in quando o painel avisa que meu voo vai atrasar duas horas, ok, merda, mas é a aerolineas, a gente espera, vai ficar tudo bem. Chego no guichê e na verdade eu fui trocada pro voo das 14:00 que vai realmente sair as 15:20, tudo bem? eu sorrio e digo que sim, tudo bem (já que explodir a cabeça do responsável por isso com um taco de beisebol não é possível). Enfim ocupo meu tempo sabe-se lá como até 14:30 quando me avisam que meu voo vai sair 16:15 e eu contemplo mais duas horas lendo Roald Dahl como um inferno infinito (e eu AMO Roald Dahl!)

Bom, até ai tudo bem, certo? São 16:00 e eu estou a 7 horas no aeroporto, mas meu voo vai sair, o avião já chegou na plataforma. Certo? Não segundo a aerolineas argentinas que anuncia que por conta de tráfego aereo em Montevidéu (!!!!) nosso voo não ia sair antes de mais duas horas. Raiva, motim, tentativa de assassinato e um cenário terrivelmente parecido com Ensaio sobre a cegueira são a consequencia e afinal uma comissária assustada concorda em nos embarcar. 18:00 horas e eu estou indo! \o/

Parte II – A balada fechada

Enfim, eu cheguei, a Aninha chegou, nós estavamos felizes e lindas e tirando fotos e indo ver ballets no Colon. Antes de ir nós olhamos na internet uma balada que parecia divertida (e gay, já que nós somos incapazes de ir em lugares não gays aparentemente) suficiente. Ok, primeiro temos uma pequena saga de como trocar dinheiro e não dar 100 pesos para o taxista e enfim vamos, chegando lá… cade? Tem um negócio fechado sem a menor cara de balada no endereço, ok, vamos voltar pro albergue jurando que anotamos o endereço errado, o negócio fechou, sei lá, todas as explicações lógicas. Mas naaaaao o que aconteceu, meus queridos é que a balada existia, mas estava fechada EM UM SÁBADO A NOITE! E não, ela não fechava sábados, só fechou aquele único sábado em que nós tentamos ir.

Aguardem amanhã os próximos capítulos: Parte III – da primeira aleatoriedade divertida e Parte IV – da nossa lerdeza.

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