Sobre a filosofia do stalker

Eu stalkeio, provavelmente você também e alguém me stalkeia (as stats do wordpress te entregam todo dia, mas eu não sei quem você é então por favor, continue). A verdade é que acho que eu ligo tão pouco para quem me persegue virtualmente ou não que acabo sendo a stalker mais descuidada da terra, encaro a coisa como um eu me interesso pela sua vida, alguém pela minha, alguém pela desse fulano e assim vamos. Na velha época do fotolog (oi?) alguém saiu deixando comentários para todas as minhas amigas que nós eramos um grupo lésbico, nós tiramos uma foto se agarrando, todo mundo postou dizendo que sim, fazíamos loucas orgias lésbicas e ficou por ai. Desde então essa é minha abordagem dos meus stalkers.

Mas fica mais complexo em por que raios você decide acompanhar a vida de alguém? Pelo menos pra mim começa com um “eu fui trocada por você e te odeio” ou com um “alguém me contou uma história sem citar nomes e eu desconfio seriamente que seja você”, o primeiro caso dura pouco, eu em geral não quero descobrir que ela é realmente melhor que eu ou (pior!) bem pior que eu (been there, done that). O segundo caso pode durar mais, porque a verdade é que se a pessoa for chata, sem graça e não tiver nada que me interesse em lugar nenhum da internet curiosidade e recalque só tem graça por uns dias.

Aí eu chego numa conclusão engraçada, porque a maioria das pessoas tem a sensação que stalker é alguém que quer te ver morto e esquartejado embaixo de um trator cortador de trigo: eu só stalkeio com força gente de quem eu gostaria de ser amiga, mas nunca fui formalmente apresentada ou a história sem nomes contada torna a coisa constrangedora. É tipo aquela menina de uma outra sala da escola que você meio que conhece, sabe que tem coisas em comum, mas ninguém nunca apresentou (e eu sou péssima com auto-apresentações, como vocês já sabem eu sou uma bala com cobertura de desgosto, antipatia e mau-humor)

Se a gente tem coisas em comum eu stalkeio com mais força porque coincidências bizarras do mundo sempre me interessam e porque provavelmente essa pessoa é mais interessante que o que eu tenho pra fazer e nesse semestre dado que eu tenho uma matéria de estética, religião e história da arte qualquer um é mais interessante que os mil textos do Kant que eu tenho pra ler. Sabe como você abre o facebook 201920192019 vezes sabendo que não tem nada lá só pra não abrir o livro? Então, meus métodos de procrastinação são facebook, tumblr e stalkeado (suponho que se alguém for medir quantas vezes eu entro no perfil de alguém em um dia de Kant vai ter vontade de pedir ordem judicial).

Por que eu estou aqui divagando sobre stalker? primeiro porque tenho um relatório de análise da mídia pra ler e não quero, depois porque eu peguei um meu e sei que sou pega por quase qualquer um que eu stalkeio e esse blog tem se dedicado a ser um raio-x do desastre da minha existência então coloque aí: Isadora tem incapacidade de organização, pontualidade, é tão irritante que o Nietzsche ia gostar dela e é uma péssima stalker, mas jura que não tem nada contra você, vítima do stalker mais clumsy dos últimos tempos.

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