Nós somos iguais, não somos?

Faz anos, talvez uns 7, 8, que cada dia 8 de março eu sou desagradável com toda pessoa que me deseja feliz dia da mulher. Explico porque não acho que é um dia a se comemorar e que não quero me reafirmar enquanto minoria aceitando esse dia, que afinal não deixa de ser o dia do homem heterossexual branco de meia idade, como todos os outros.

Também faz anos que eu insisto em todas as redes sociais que uso nessa mesma teoria. E eu estava planejando fazer o mesmo aqui, dizer que milhões de meninas são negadas o acesso a escola apenas por serem meninas, que milhares de mulheres morrem todos os anos apenas por serem mulheres e Juarez, que tanto se fala, é só o caso com mais visibilidade. Dizer também que você, e eu, provavelmente passaremos a vida ganhando em média 30% menos que homens nos mesmos cargos, esse número aumenta, quanto mais estudo você tem e que provavelmente alguma de nós vai sofrer de violência doméstica, são 1 em cada 4 mulheres e esse número não discrimina classe social, ou nível de escolaridade (sabe a Maria da Penha? aquela da lei? é doutora em biomedicina, assim como o marido que tentou assassiná-la duas vezes)

Mas a Judi Dench falou melhor que eu e eu admiro a coragem e a sensibilidade do Daniel Craig ao dizer de forma sutil “eu tento sentir isso na pele”. Enfim, o vídeo que diz melhor do que tudo que eu poderia dizer sobre o que se trata esse tal Dia da Mulher.

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