… e que o filme começa

Uma das frases que eu mais gosto é aquele subtítulo de “Cada Um Com Seu Cinema”: aquela pequena pontada no coração quando a luz se apaga e o filme começa. Um pouco como a primeira frase de um livro, a tela fica preta e então se acende de novo e você normalmente não tem ideia do que vai aparecer ali do que exatamente é aquele filme.

Gosto mais quando é algum filme antigo, da época em que cinema ainda era algo divertido e as pessoas ainda faziam filmes do jeito que dava. Outro dia eu vi o primeiro filme do Scorcese e é tão, tão legal. Mas o mais legal é a cinefilia, aquela cinefilia nerd que faz ele colocar várias citações a filmes do John Wayne, aquela coisa meio Tarantino em que você sente o diretor se divertindo a cada filme obscuro que ele consegue citar.

Eu acho o cinema algo extremamente divertido, eu saio do cinema querendo dar pulinhos quando algum filme é simplesmente bom, mas ao mesmo tempo eu sinto falta de filmes como esse do Scorcese. A fotografia é granulada, escura, os atores tem cara de amigos dele e o figurino é inexistente, mas ainda assim, a direção de arte é genial, porque com planos fechados em detalhes extremamente significativos. Mas o mais legal, é em cada frase do J.R ver o fascínio e o amor deslumbrados que o Scorcese tinha pelo cinema, tanto que ele diz nos comentários que mal podia acreditar que estava fazendo um filme.

Eu acho que o cinema merece isso. Essa espécie de devoção e de vontade, de carinho pelos filmes. E acho também que não há problema nenhum em fotografia granulada.

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