There’s too much love

Belle and Sebastian é minha banda favorita. Mais ou menos desde 2004, quando eu ainda gostava de hardcore e punk rock. Eles sobreviveram a fase indie “Strokes-White Stripes- Franz Ferdinand”, a fase “coisas fofas tipo Camera Obscura e Au Revoir Simone” a fase “sou descolada ouço Manu Chao e coisas francesas” e à atual, que eu acho que é uma volta ao indie.

Eu lembro até hoje que baixei “Marx and Engels”, “Like Dylan in the Movies” e “Me and the Major” juntas. Aí que um show deles tinha que ser um dos dias mais felizes da vida. Porque se você esperou o suficiente tudo é motivo pra estar feliz, até as pessoas fofas (que não são você) dançando em cima do palco.

De certa forma a minha vontade era dizer “Stuart, você me salvou”. Porque pra mim, Belle and Sebastian era alguém me dizendo que a vida era sim cheia de tédio, decepção e melancolia, mas tudo bem porque você não é o único. Belle and Sebastian é a beleza de se ter 16 anos encarando uma parede branca e percebendo pela primeira vez o enorme tédio da existência, não aquele de simplesmente não ter o que fazer, mas aquela sensação de que todos os dias serão uma eterna repetição de sentimentos mais ou menos, mas que há um certo lirismo nisso, é preciso ter um certo apego a esse tédio. A vida é cantar letras abissais em cima de melodias bonitinhas.

E aí que por duas horas eu não conseguia parar de pular. E eles fazem um show exatamente como você esperaria de pessoas capazes de fazer aquelas músicas: o único objetivo é te deixar feliz. Não importa o cd novo, eles só tocaram duas músicas; O “The Life Pursuit” que quase ninguém gostou muito? Não tocaram nada; A maioria das músicas saiu do “If You’re Feeling Sinister” (meu cd preferido deles) e do “The Boy With the Arab Strap”. É um show para você saber cantar todas as músicas.

Eu sei que meu coração derreteu quando eles tocaram “Fox in the Snow” e quando todo mundo (todo mundo!) sabia cantar “Take Me Away From Here, I’m Dying” eu achei que isso disse tanto sobre a banda e ainda teve “Judy and the Dream of Horses”! E bônus, como se tudo não fosse lindo e feliz o suficiente: eles são simpáticos, fofos, tem presença e o Stuart Murdoch faz as dancinhas mais nerds, desengonçadas e adoráveis da história. Se eu pudesse, eu ia amanhã no Rio de novo.

 

(só seria mais lindo se ainda tivesse a Isobel Campbell, mas não se pode ter tudo na vida)

As imagens eu roubei por aí

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