Blogar ou Não Blogar

E então que eu já tive vários blogs… Quando eles eram o  ápice da rede social, quando eu tinha 16 anos, cabelo rosa e era riot grrrl, e depois disso nenhum deles durou muito. Eu oscilei entre o pseudo-diário, entre contos, críticas, o blog de moda… Por um lado eu sempre achei blogs uma das partes mais legais da internet, por outro eu nunca conseguia decidir muito bem qual parte de mim eu queria colocar por aqui, finalmente, eu desisti.

Mas acontece também que a gente começa a não caber em 140 caracteres. E parte de mim quer falar de filmes que talvez não caibam na Capitu, quer discorrer sobre as opiniões que eu dou no twitter e quer falar um pouco de tudo: do musical do Green Day, do livro do Capote, do esmalte da Chanel. Um dos maiores motivos que eu hesitei em fazer um blog foi o medo de parecer extremamente superficial e de certa forma perder a credibilidade em relação à coisas que eu faço “profissionalmente”, eu nunca consegui desenhar muito bem a ligação entre o blog que eu queria ter e o “eu” acadêmico.

Só que ao mesmo tempo, passeando pela blogolândia, eu vi que ainda que algumas se limitem a apontar it girls ou se auto-intitulem estúpidas tem muita coisa legal sendo feita. Tem a Alix, que fotografa lindamente e tem um cuidado de imagem digno de um filme da Sofia Coppola; tem o Cup of Jo onde ela fala um pouco de qualquer coisa que pareça legal; e tem a Louise, que é de longe meu blog favorito: cada imagem dela é um conceito, é repleta de símbolos e significados como eu acho que toda imagem deve ser, seja de um blog seja de um filme.  Por aqui, tem as Oficinas que eu admiro por tentar colocar pensamento na moda e tem ainda alguns blogs que eu não acompanho, mas que eu sei que tão fazendo coisas muito legais como o Já Matei por Menos , o Don’t Touch my Moleskine e mesmo o Style Rookie da Tavie (sim, eu desaprovo crianças de 13 anos na primeira fila do desfile da Dior com mega-acessórios de cabeça, mas mesmo assim).

E aí que aqui estou eu. Mas esse blog não é de moda, mas é também. É também de literatura,de cinema, de música, de cultura pop em geral e de fotografias. De Marc Jacobs e de Godard. Porque eu pinto as unhas de paradoxal enquanto pesquiso a morte, o sentido da vida e o lugar de Deus no cinema de Ingmar Bergman (é sério!)

E perco a linha disso aqui enquanto ouço Belle and Sebastian

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